terça-feira, 22 de maio de 2007




O trio

Deu certo. Amoroso, Carlos Eduardo e Tuta foi um trio que funcionou contra o Fluminense, embora ainda menos do que precisará funcionar quarta-feira contra o Defensor pela Libertadores.
Foi bem armada por Mano Menezes a estratégia pela qual Tuta é o jogador-limite no ataque, sendo abastecido por dois atacantes de recuo ou meias de avanço, como preferir chamar. Amoroso por um lado, Carlos Eduardo por outro, não necessariamente fixos mas sempre em aproximação. Não que o Grêmio tenha sido extraordinário contra o misto do Fluminense. Não era hoje a necessidade de jogo de exceção. No domingo, o time gaúcho ganhou por ser melhor do que o Fluminense, pronto.
Excepcionalidade é o que se espera do futebol do Grêmio quarta-feira contra um adversário que não é melhor do que o time carioca, mas estará mais interessado no jogo que vale uma inédita classificação para aquela equipe uruguaia.

Sem Lucas seria menos difícil se Mano Menezes pudesse contar com a qualidade Lucas no meio. Mas com recuperação de lesão muscular inferior a cem por cento, nada feito. Age bem o departamento médico gremista. O encaixe com Gavillan, Sandro e Tcheco nas três primeiras posições do losango aconteceu domingo passado. A última ponta da figura geométrica fica por conta da movimentação de Carlos Eduardo e Amoroso, ora um, ora outro compondo o setor.
Mais importante é confiar no retrospecto recente do Grêmio em casa. Nada que se deva ao sobrenatural, se não que à capacidade do time gaúcho de se contaminar positivamente com o ulular da torcida. O treinador gremista andou reclamando de quem atribui o sucesso do Grêmio à imortalidade tricolor. Tem razão. O sucesso caseiro do time do Mano se explica pelo que acontece dentro de campo. Assim como é preciso encontrar com urgência as causas do apequenamento gremista fora do Olímpico, o que por certo também não se deve a temas esotéricos.

terça-feira, 15 de maio de 2007

O futebol uruguaio está decadente. Isso é fato. A seleção fez a festa em uma Copa do Mundo pela última vez em 1950, o MARACANAZZO, lembram?? Orgulha-se até hoje deste feito e com méritos. Esteve ausente da Copa da Alemanha, eliminada pela Austrália, na repescagem. Faz tempo que a Celeste Olímpica perdeu o rumo. Em se tratando de clubes de lá a situação não é diferente. O último título de grande importância de um time local aconteceu a quase 20 anos. O Nacional, com De León de capitão, ganhou a Libertadores em 88 e foi campeão mundial naquela temporada batendo o PSV de Romário nos pênaltis. A busca quase que épica de um lugar ao sol por clube uruguaio chega a ser comovente. Mas todo o ano é a mesma coisa. Decepção em cima de decepção!! O Nacional de 2006 bem que tentou, parou no Inter mesmo que com os erros de arbitragem do jogo do Beira-Rio!!
Embora até aqui o que se tenha lido é um fracasso atrás do outro, o que o Grêmio mais precisa ter em mente é que o futebol uruguaio é aplicado, raçudo e aguerrido, pra enumerar algumas qualidades. O Nacional de 2007 se reorganizou, cresceu de produção, vide a classificação em cima do Inter aqui em Porto Alegre, e está entre os oito. Aliás, aqui um detalhe importante. Entre os participantes das quartas-de-final, dois são uruguaios. O Defensor já com a inédita vaga na sua história ao alcançar esta fase. No site do clube, a torcida ainda eufórica comemora outro Maracanazzo. Derrota pro Flamengo e classificação garantida. Entre as conquistas do Defensor, o campeonato uruguaio levantado em 91 e algumas liguillas, competições características dos nossos países vizinhos, que garantem vaga em Libertadores. Los hermanos vem aí, nada melhor do que prudência, pés no chão!! Pra mim o Grêmio é favorito, passa de fase, mas sempre é bom olho vivo neste tipo de confronto.